Por que as empresas morrem?

Pesquisa do IBGE, publicada em 17.10.19, aponta que apenas 40% das 597.200 empresas criadas em 2012 estavam ativas em 2017. Essa proporção, medida pela taxa de sobrevivência, aponta que seis em cada dez empresas encerraram suas atividades nesses cinco anos. Isto é, de 10 empresas abertas em 2012, apenas 4 permanecem abertas em 2017. Esse é um indicador importante para a reflexão sobre a nossa realidade.

POR QUE A MORTALIDADE É ALTA?

As inferências sobre modelo mental do empresário em gestão estratégica têm como base a pesquisa de campo realizada em 25 médias empresas familiares que possuem faturamento anual entre R$ 10 milhões a R$ 80 milhões, de 60 a 250 colaboradores, nos setores de alimentos, plásticos, metalmecânica, vestuário e varejo.

O quadro abaixo demonstra que 60% das médias empresas têm sintomas críticos como baixa lucratividade, comoditização, carência de informações para decisão e crise de propósito. Detalha-se os sintomas críticos da seguinte forma:

  • Desconhecimento de métricas, em especial do índice de lucratividade e fragilidade das informações para tomada de decisões;

  • Sintomas de baixa lucratividade, baixa diferenciação e excesso de comoditização nos produtos e serviços;

  • Liderança baseada em ações por impulso e fragilidade das ações estratégicas;

  • Necessidade de negociar as contradições envolvendo a empresa familiar e a família;

  • Fragilidade no alinhamento entre as equipes e no propósito da empresa;

  • Baixa maturidade do pensamento estratégico na produtividade das receitas, dos custos e do crescimento lucrativo.

Segundo a pesquisa, há correlação entre os sintomas críticos e índice de lucratividade auferido pela empresa. No caso do modelo de gestão estratégica frágil, o índice de lucratividade varia entre 0 e -20%. Extrapolando para a economia capixaba isso envolve aproximadamente 1.750 empresas, PIB de R$ 9 bilhões e 150 mil postos de trabalho.

Para evoluir da fase de gestão estratégica frágil e seus sintomas críticos, as médias empresas necessitam efetivar 4 tipos de inovação: inovação de mentalidades, Inovação de gestão, inovação dos processos organizacionais e inovação de produtos e serviços.

A inovação de mentalidade é a mais urgente, pois os processos internos de uma empresa são hábitos que se fixam, uma repetição de um ato que se torna regra ou uma atitude espontânea. Nesse sentido, nossas respostas são resultado de pensamento, ou passamos boa parte da vida sem pensar, seguindo hábitos roteirizados? E como mudá-los?

A pesquisa mostra que os empresários percebem a necessidade de desenvolver novas competências para a redução das restrições, como a eliminação dos sintomas críticos. Porém, eles muitas vezes não têm confiança e equipe para formulação e execução de estratégias, assim como lideranças com mentalidades focadas no crescimento lucrativo.

Concluindo, todo organismo que sobrevive e evolui precisa ter competência central de modificar as mentalidades e hábitos ao longo do tempo. Quem quiser durar terá que planejar a mudança e não a deixar ao acaso.


Rogério Antonio Monteiro

- Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

- Diretor da Innovare Estratégia.

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