Gestão estratégica como criação e execução de ideias geradoras de crescimento lucrativo

A gestão estratégica pode ser interpretada como criação e execução de ideias para o crescimento lucrativo da empresa. Então, como fortalecer as competências do gestor/empreendedor diante dessa lógica?  No mundo atual as empresas estão no “negócio de criação de ideias”, isto é, gestores e empreendedores vivem atormentados por soluções que lhes permitam surpreender clientes, repensar produtos e ser diferente na multidão. É difícil ver situações novas se você não estiver preparado para ver, saber como pensar e prestar atenção. Então, precisamos nos preparar para escutar, perceber e começar a decodificar o que está acontecendo no mundo. Isso é o que realmente importa para você e sua empresa, a integração da capacidade de conhecer e ação.  Na formulação de estratégia, diante de mudanças internas e externas, o papel central dos gestores é decidir quando e onde precisamos ir além do modelo de negócios como “hábitos rotineiros”. Pois, o progresso da empresa depende de elementos de singularidade na maneira pela qual aborda o mundo. A essência da estratégia é a inovação, que se nutre de ideias e criatividade na composição de soluções, apostando que a mente coletiva responda de forma consistente às exigências do novo e da mudança.   A estratégia se relaciona a sucesso no futuro, indicando como serão criadas circunstâncias favoráveis para a geração de valor e lucro. Para atender a lógica do valor e lucro, caracterizamos a gestão estratégica em quatro momentos integrados: o momento explicativo, o momento de valor-projetização, o momento de alinhamento-negociação e o momento tático-execução-aprendizagem, conforme descrição a seguir.  O momento explicativo busca compreender a realidade da empresa, isto é, que relação de causa e efeito eu, como gestor, devo interpretar e desempenhar nas circunstâncias em que minha empresa está agora para que ela tenha crescimento lucrativo. Para tanto, precisa-se identificar problemas, oportunidades e ameaças: 

  1. Análise de cenários, para identificar mercados, concorrência, singularidade dos clientes ou a “tarefa a ser realizada” para o cliente, os espaços de oportunidades, a transformação digital e os impactos nos negócios. 

  2. Identificar sintomas críticos como falta de informação para tomada de decisão, baixa lucratividade e "comoditização", crise de propósito ou fragilidade da proposta de valor e equipe desalinhada.

  3. Compreender modelos mentais dos gestores e sua condição para mudar ou identificar-se com o crescimento lucrativo. Anos de pesquisa percebi o problema da ortodoxia nas empresas, modos de pensar firmemente enraizada no passado, que fragiliza o pensamento estratégico e não permite o processo de desenvolvimento de invenções originais.  

Portanto, o momento explicativo é fundamental para pensar e criar o futuro, significa a mediação entre o conhecimento e a ação, acumular conhecimentos antes de agir. A empresa que resiste por mais tempo tentando ignorar a nova realidade, é sempre a perdedora. Toda empresa deve se envolver em renovação estratégica, fazendo invenções empreendedoras para as quais é necessária uma percepção singular. No entanto, precisa-se atentar para o fato de que antecipar o futuro precocemente pode ser tão custoso quanto reagir tarde demais.  O momento de valor-projetização trata do modo como se formulam os projetos, inclusive o projeto de valor e integrá-los ao modelo mental do deve ser da empresa. O objetivo é produzir as respostas de ação em contexto de incertezas e surpresas.   Para tanto devemos construir um modelo de valor-projetização orientado para uma nova maneira de criar valor para os clientes, avançar nos projetos de negócios mais importantes, avançar no nível de lucratividade necessário para manter e explorar as oportunidades de crescimento, atuar nas competências distintivas em que pretendemos nos basear para ter sucesso no futuro.  No momento de valor-projetização é útil o uso de mapa estratégico para a organização de ideias, temas estratégicos e objetivos. O mapa ajuda na descrição da estratégia, facilita a definição, construção e gerenciamento dos objetivos e indicadores. Inclusive, ajuda atribuir compromissos de ação relacionados aos projetos e responsabilidades.  O momento de alinhamento-negociação trata do modo de examinar a viabilidade política do projeto e do processo de construção de viabilidade para que ocorra a execução, que em parte é cooperativa e em parte conflitiva.   O alinhamento e negociação significam administrar o dilema entre diferenciação e integração na empresa. O excesso de integração leva à falta de diferenciação ou variedade, empobrecendo a capacidade de avaliar o que está acontecendo e contribuir na qualidade do projeto. A deficiência de integração leva à fragmentação, dificultando o consenso, travando a execução.  O processo de crescimento lucrativo depende de recursos humanos para a sua execução, a empresa precisa de um conjunto de planos de ação unificados e relativamente estáveis que possam ser conversados, debatidos, comunicados e acordados para que ocorra o posicionamento das pessoas e sua contribuição onde for apropriado, a fim de ligar o propósito estratégico com os detalhes operacionais.  Como nas empresas as visões serão influenciadas e formadas pela interação entre pessoas, então, quando o mundo muda, os gestores precisam ter uma visão comum do novo mundo para poder criar uma resposta adequada e eficaz, verbalizando e compartilhando a visão de mundo. As equipes alinhadas aos modelos mentais dos gestores ajudam a criar uma massa crítica de consenso e ação. A liderança precisa garantir que os projetos de desenvolvimento se mantenham na pauta e que não sejam destruídos pelo dia-a-dia.  O momento tático-execução-aprendizagem, envolve a ação com o suporte do projeto, cujo objetivo é vincular a estratégia às operações, traduzir a estratégia em projetos operacionais realizáveis. Tem a finalidade de criar um processo contínuo, entre os três momentos anteriores e a ação diária. Neste contexto, trata-se também de aprimorar o projeto de acordo com as circunstâncias do momento da ação e do detalhe operacional que a prática exige.    A aprendizagem apropriada para este mundo tem a ver com aprender quais são as perguntas uteis a serem feitas e aprender como manter a aprendizagem, já que essas perguntas estão sempre mudando. No mundo atual, não há ocasião para se acomodar e parar de perguntar. 


Rogério Antonio Monteiro

- Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

- Desenvolvedor de método para o Crescimento Lucrativo nas empresas.

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